Mostrando postagens com marcador América Latina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador América Latina. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A Ópus Dei na América Latina

4.03.2006

Por Henrique Júdice Magalhães

geosapiens 



Analisando a estrutura de classes dos países latino-americanos, Darcy Ribeiro identificava como segmento hegemónico dentro das classes dominantes o corpo de gerência das transnacionais. Ponta de lança do imperialismo, é ele quem dita ordens e impõe ideologias às demais fracções e, em muitos casos, organiza-as politicamente. A desnacionalização das economias latino-americanas na década de 90 agravou este quadro. 
 
A alteração de mais relevo no perfil da classe dominante verificada no bojo deste processo é o crescimento da influência da Opus Dei. Sustentada pelo capital espanhol, a organização controla jornais, universidades, tribunais e entidades de classe, sendo hoje peça chave para se compreender o processo político no continente, inclusive no Brasil, onde quer eleger Geraldo Alckmin presidente da República.

 
Procissão Católica na Espanha, berço da Opus Dei.

Mas o que é afinal, a Opus Dei (em latim, Obra de Deus)?
Em seu campo original de actuação, é a vanguarda das tendências mais conservadoras da Igreja Católica. "Este concílio, minhas filhas, é o concílio do diabo" teria dito seu fundador, Josemaria Escrivá de Balaguer, sobre o Vaticano II, no relato do jornalista argentino Emilio J. Corbiere no seu livro "Opus Dei. El totalitarismo católico".
 
Fundada na Espanha em 1928, a organização foi reconhecida pelo Vaticano em 1947. Em 1982, foi declarada uma prelatura pessoal, o que, sob o Direito canónico, significa que só presta contas ao papa e que seus membros não se submetem à jurisdição dos bispos. "A relação entre Karol Wojtyla e a Opus Dei" conta o teólogo espanhol Juan José Tamayo Acosta "atinge seu êxito nos anos 80-90, com a irresistível ascensão da Obra à cúpula do Vaticano, a partir de onde interveio altivamente, primeiro no esboço e depois na colocação em prática do processo de restauração da Igreja católica sob o protagonismo do papa e a orientação teológica do cardeal alemão Ratzinger."
 
Fontes ligadas à Igreja Católica atribuem o poder da Obra à quitação da dívida do Banco Ambrosiano, fraudulentamente falido em 1982.
 
Obscurantismo e misoginia são traços que marcam a organização. Exemplos podem ser encontrados nas denúncias de ex-adeptos como Jean Lauand, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo – Universidade de São Paulo (USP), que recentemente escreveu junto com mais dois ex-membros, o juiz Márcio Fernandes e o médico Dário Fortes Ferreira, o livro "Opus Dei – os bastidores". Em entrevista ao programa Biblioteca Sonora, da Rádio USP, Jean Lauand conta que a Obra tem um "Index" de livros proibidos que abrange praticamente toda a filosofia ocidental desde Descartes. Noutra entrevista, à revista Época, Jean Lauand denuncia as estratégias de fanatização dos chamados numerários, leigos celibatários que vivem em casas da organização: "Os homens podem dormir em colchões normais, as mulheres têm de dormir em tábuas. São proibidas de segurar crianças no colo e de ir a casamentos". É obrigatório o uso de cinturões com pontas de ferro fortemente atados à coxa, como prática de mortificação que visa refrear o desejo. Mas os danos infligidos pelo fanatismo não se limitam ao corpo. 
 
No site que mantém com outros dissidentes (http://www.opuslivre.org/), Jean Lauand revela que a Obra conta com médicos especialmente encarregados de receitar psicotrópicos a numerários em crise nervosa.
 
A captação de numerários dá-se entre estudantes de universidades e escolas secundárias de elite. Centros de estudos e obras de caridade servem de fachada. A Opus Dei tem forte presença na USP, em especial na Faculdade de Direito, onde parte do corpo docente é composta por membros e simpatizantes, como o numerário Inácio Poveda e o director Eduardo Marchi. Outro expoente da organização na USP é Luiz Eugênio Garcez Leite, professor da Faculdade de Medicina e autor de panfletos contra a educação mista. A Obra actua também na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade de Campinas (Unicamp) e Universidade de Brasília (UnB).

 
Fazendo a América
Mas a Opus Dei é mais que um tema de saúde pública. Ela tem, desde a origem, uma clara dimensão política. Durante a ditadura de Franco, praticamente fundiu-se ao Estado espanhol, ao qual forneceu ministros e dirigentes de empresas e órgãos governamentais.No fim da década de 40, inicia sua expansão rumo à América Latina. Não foi difícil conquistar adeptos entre oligarquias como as da Cidade do México, Buenos Aires e Lima, que sempre buscaram diferenciar-se de seus povos apegando-se a um conceito conservador de pretensa hispanidade. Um dos elementos definidores desse conceito é exactamente o integralismo católico. 
 
Alberto Moncada, outro dissidente, conta em seu livro "La evolución del Opus Dei": "os jesuítas decidiram que seu papel na América Latina não deveria continuar sendo a educação dos filhos da burguesia, e então apareceu para a Opus Dei a ocasião de substituí-los – ocasião que não hesitou em aproveitar".
 
No Brasil, a organização deitou raízes em São Paulo no começo da década de 50, concentrando sua actuação no meio jurídico. O promotor aposentado e ex-deputado federal Hélio Bicudo conta que por duas vezes juízes tentaram cooptá-lo. Seu expoente de maior destaque foi José Geraldo Rodrigues Alckmin, nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) por Médici em 1972 e tio do actual governador de São Paulo. Acontece que nos anos 70, o poder da Opus Dei era embrionário. Tinha quadros em posições importantes, mas sem actuação coordenada. Além disso, dividia com a Tradição, Família e Propriedade (T.F.P.) as simpatias dos católicos de extrema-direita. 
 
Era natural, da mesma forma, que, alguns quadros dos regimes nascidos dos golpes de Estado de 1966 e 1976, na Argentina, e 1973, no Uruguai, fossem também quadros da Opus Dei. Mas segundo se lê no livro de Emilio J. Corbiere , sua actuação era ainda dispersa, o que não os impediu de controlar a Educação na Argentina durante o período Onganí (1966-70). 
 
Já no Chile, a Opus Dei foi para o pinochetismo o que havia sido para o franquismo na Espanha. O principal ideólogo do regime, Jaime Guzmá, era membro activo da organização, assim como centenas de quadros civis e militares. 
 
No México, a Obra conseguiu fazer Miguel de la Madrid presidente da República em 1982, iniciando a reversão da rígida separação entre Estado e Igreja imposta por Benito Juárez entre 1857 e 1861.
 

Internacional reaccionária
A Opus Dei não criou o reacionarismo católico, antes, teve nele sua base de cultura. Mas sistematizou-o doutrinariamente e organizou politicamente seus adeptos de uma forma quase militar. Hoje, funciona como uma espécie de Internacional reaccionária, congregando, coordenadamente, adeptos em todo o mundo. 
 
Concorrem para isto, nos anos 90, o ápice do poder da Obra no Vaticano e a invasão da América Latina por transnacionais espanholas. 
 
A Argentina entregou suas estatais de telefonia, petróleo, aviação e energia á Telefónica, Repsol, Iberia e Endesa, respectivamente. A Telefónica controla o sector também no Peru e em São Paulo. A Iberia já havia engolido a LAN, do Chile, onde a geração de energia também é controlada pela Endesa. Bancos espanhóis também chegaram ao continente neste processo. 
 
No Brasil, o Santander comprou o Banespa e o Meridional, enquanto que o BBVA recebeu os activos do Excel através do Proer, no governo de Fernando Henrique Cardoso. 
 
"A Opus Dei tem sido para o modelo neoliberal o que foram os dominicanos e franciscanos para as cruzadas e os jesuítas frente à Reforma de Lutero" compara José Steinsleger, colunista do diário mexicano "La Jornada".

A organização actua também no monopólio da imprensa. Controla o jornal "El Observador", de Montevidéu, e exerce influência sobre órgãos tradicionais da oligarquia como "El Mercurio", no Chile, "La Nación", na Argentina e "O Estado de São Paulo", no Brasil. O elo com a imprensa é o curso de pós-graduação em jornalismo da Universidade de Navarra em São Paulo, coordenado por Carlos Alberto di Franco, numerário e comentarista do "Estadão" e da Rádio Eldorado. O segundo homem da Opus Dei na imprensa brasileira é o também numerário Guilherme Doring Cunha Pereira, herdeiro do principal grupo de comunicação do Paraná ("Gazeta do Povo"). 
 
Os jornalistas Alberto Dines e Mário Augusto Jakobskind denunciam que a organização controla também a Sociedade Interamericana de Imprensa – SIP (na sigla em espanhol). 
 
Sedeada na Espanha, a Universidade de Navarra é a jóia da coroa da Opus Dei no negócio do ensino. Sua receita anual é de 240 milhões de euros. Além disso, a Obra controla as universidades Austral (Argentina), Montevideo (Uruguai), de Piura (Peru), de Los Andes (Chile), Pan Americana (México) e Católica André Bello (Venezuela)
 
Dentro da igreja católica, a Opus Dei emplacou, na última década, vários bispos e Cardeais na América Latina. O mais notável é Juan Luís Cipriani, de Lima, no Peru, amigo íntimo da ditadura de Alberto Fujimori. Em seu estudo "El totalitarismo católico em el Peru", o jornalista Herbert Mujica denuncia que quando o Movimento Revolucionário Tupac Amaru tomou a embaixada do Japão, em 1997, Juan Luís Cipriani, valendo-se da condição de mediador do conflito, instalou equipamentos de escuta que possibilitaram à polícia invadir a casa e matar os ocupantes. 
 
Na Venezuela, a Obra teve papel essencial no fracassado golpe de 2002 contra Hugo Chávez. Um dos articuladores da tentativa foi José Rodríguez Iturbe, nomeado ministro das Relações Exteriores. Também participou da articulação à embaixada da Espanha, governada na época pelo neo-franquista Partido Popular (PP)
 
Após os reveses na Venezuela, as esperanças da Opus Dei voltaram-se para Joaquím Laví, no Chile, e Geraldo Alckmin, no Brasil, hoje seus quadros políticos de maior destaque.  
 
Joaquím Laví foi derrotado nas últimas eleições presidenciais chilenas em Dezembro. Resta o Brasil, onde a Obra tenta fazer de Geraldo Alckmin presidente e formar um eixo geopolítico com os governos Álvaro Uribe (Colombia) e Vicente Fox (México), aos quais está intimamente associada.

 
Entranhas mafiosas

Além das dimensões religiosa e política, a Opus Dei tem uma terceira face: a de sociedade secreta de cunho mafioso. Em seus estatutos secretos, redigidos em 1950 e publicados em 1986 pelo jornal italiano "L´Expresso", a Obra determina que "os membros numerários e supernumerários saibam que devem observar sempre um prudente silêncio sobre os nomes dos outros associados e que não deverão revelar nunca a ninguém que eles próprios pertencem à Opus Dei.
 
Inimiga jurada da Maçonaria, ela copia sua estrutura fechada o que frequentemente serve para encobrir actos criminosos. 
 
Entre os católicos, a Opus Dei é conhecida como "Santa Máfia", Emilio J. Corbiere lembra os casos de fraude e remessa ilegal de divisas nas empresas espanholas Matesa e Rumasa, em 1969, onde parte dos activos desviados financiaram a Universidade de Navarra. Bancos espanhóis são suspeitos de lavagem de dinheiro do narcotráfico e da máfia russa. A Opus Dei também esteve envolvida nos episódios de falência fraudulenta dos bancos Comercial (Uruguai, pertencente à família Peirano, dona de "El Observador") e de Crédito Provincial (Argentina)
 
Na Argentina os responsáveis pelas desnacionalizações da petrolífera YPF e das Aerolineas Argentinas, compradas por empresas espanholas, em dois dos maiores escândalos de corrupção da história do país, tiveram sua impunidade assegurada pela Suprema Corte, onde pontificava António Boggiano, membro da Opus Dei. 
 
 
No Brasil, as pretensões de controlo sobre o Judiciário 
esbarram no poder dos Maçons. 
 
A Opus Dei controla, porém, o Tribunal de Justiça de São Paulo através da manipulação de promoções. Segundo fontes do meio jurídico paulista, de 25 a 40% dos juízes de primeira instância no estado pertencem à organização – proporção que se repete entre os promotores, no tribunal, a proporção sobe para 50 a 75%. 
 
Recentemente, o tribunal, em julgamento secreto, decidiu pelo arquivamento de denúncia contra Saulo Castro Abreu Filho, braço direito de Geraldo Alckmin, acusado de organizar grupos de extermínio desde a secretaria de Segurança, e contra dois juízes acusados de participação na montagem desses grupos. 
 
A fusão dos tribunais de Justiça e de Alçada, determinada pela Emenda Constitucional n.º 45, foi uma medida da equipe do ministro da Justiça, Mácio Thomaz Bastos, para reduzir o poder da Obra no judiciário paulista, cuja orientação excessivamente conservadora, principalmente em questões criminais e de família, é motivo de alarme entre profissionais da área jurídica.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Por que a vitória de Chávez tanto incomoda a imprensa do Brasil?

Postado em: 19 out 2012 às 14:47

Globo, Estadão, Folha, Veja e Época não conseguiram absorver o resultado das urnas na Venezuela, quando até o candidato oposicionista derrotado, Henrique Capriles Radonski aceitou e disse que continuará fazendo oposição. Já anunciou que se candidatará ao governo de Miranda, Estado em que se projetou

É incrível, o resultado da eleição presidencial venezuelana continua levando os colunistas de sempre a destilar ódio contra o Presidente Hugo Chávez.

Geralmente estes senhores apresentam argumentos mentirosos ou de meias verdades e se recusam a apresentar fatos que ajudem a opinião pública a formar um juízo sobre as transformações em curso na Venezuela.

Um destes analistas, prestigiado pelo Instituto Millenium, de nome Demétrio Magnoli, afirmou equivocadamente que os chavistas controlam os meios de comunicação. Tal argumento não se sustenta, até porque, dos 111 canais de televisão existentes na Venezuela, 13 são públicos com uma audiência de apenas 5,4%. É o que informam Jean-Luc Mélenchon, ex-candidato presidencial da esquerda francesa e Ignácio Ramonet, um dos editores do Le Monde Diplomatique.

chávez vitória venezuela eleitor
Eleitor de Hugo Chávez vai às lágrimas ao tomar conhecimento do resultado que reelegeu o atual presidente venezuelano. (Foto: Reuters)

Em termos de mídia impressa, o panorama é ainda mais avassalador. Oitenta por cento dos jornais têm o controle da oposição, radicalmente opositora do governo bolivariano, como El Universal e outros.

Os jornais e os telejornalões brasileiros não informam isso e se limitam a repetir que o Presidente Hugo Chávez controla os meios de comunicação. Utilizam os associados da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que acabaram de se reunir em São Paulo, a técnica de Goebels, o responsável pela propaganda nazista na II Guerra Mundial de que mentiras repetidas acabam se transformando em verdades.

Em O Globo, O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo, bem como nas revistas Veja e Época, entre outras publicações, só existe a verdade do pensamento único.

É realmente de fazer espécie a parcialidade da mídia de mercado brasileira e latino-americana em relação aos acontecimentos na Venezuela. Os veículos não conseguiram absorver o resultado das urnas, quando até o candidato oposicionista derrotado, Henrique Capriles Radonski aceitou e disse que continuará fazendo oposição. Já anunciou que se candidatará ao governo de Miranda, Estado em que se projetou.

A mídia de mercado na Venezuela cansou de apresentar pesquisas, repetidas em todo o continente, anunciando a vitória de Capriles. É visível que a vitória de Chávez por mais de um milhão e 300 mil votos de diferença deixou os veículos sem saber o que fazer.

Não tiveram outra alternativa a não ser ter de informar o resultado. Mas se os leitores pensam que os articulistas e o noticiário de um modo geral mudaram de tom, enganam-se. Nem bem saíram os resultados já começaram a aventar a possibilidade de Chávez não completar o mandato devido à doença que o acometeu.

Os colunistas de sempre não escondem o desejo de ver Chávez morto o mais rápido possível e ainda se valem da Constituição para afirmar que, se em dois anos ele não poder mais governar, serão convocadas novas eleições.

Para se ter uma ideia do fanatismo antibolivariano da mídia de mercado venezuelana, vale a pena mencionar um programa de televisão em que participou o jornalista argentino Jorge Lanata. Este “visionário” previu uma vitória de Capriles com uma diferença de 500 mil votos. Quando começaram a aparecer os resultados, o mesmo Lanata falou em “empate”.

Algumas horas depois do ridículo que fez, o mesmo jornalista “informou” que foi “sequestrado” no aeroporto de Caracas e teve “roubada as imagens do registro do enriquecimento de Hugo Chávez”.

Mas o auge do ridículo ficou por conta do site estadunidense de notícias Huffington Post, que colocou um vídeo na internet de uma criança de seis anos chorando ao ser informada da derrota de Capriles. A direita está divulgando o choro como se fosse um grande acontecimento político.

É este o tipo de jornalismo que tenta incutir na opinião pública que a Venezuela vive uma “ditadura” etc e tal. Os papagaios de pirata por aqui, inconformados com o resultado das eleições, vão repetindo as baboseiras que não se sustentam.

Capriles teve total liberdade de apresentar suas propostas. Andou dizendo até que pretendia continuar as ações sociais executadas pela revolução bolivariana capitaneada por Chávez, chegando até a procurar envolver Lula, que não caiu em seu conto, quando na verdade tentava esconder o seu verdadeiro projeto de fazer o jogo das elites que perderam as rédeas do país desde a ascensão do atual presidente.

venezuela vitória chávez
Eleitores celebram vitória de Chávez sobre Capriles na Venezuela. (Foto: AFP)

Por estas e muitas outras vale acompanhar o noticiário e se prevenir em relação ao que será apresentado de agora em diante sobre o “inferno” venezuelano.

Dificilmente os leitores, telespectadores e ouvintes serão informados sobre um fato reconhecido por organismos internacionais, o de que o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que mede a qualidade de vida da população, da Venezuela é o melhor da América Latina e se desenvolveu com a política de distribuição de renda colocada em prática desde a ascensão de Chávez em 1998.

Claro que a Venezuela enfrenta desafios, um deles o da industrialização, que é uma das metas atuais da revolução bolivariana. Quando os opositores de Chávez controlavam a Venezuela através do revezamento entre dois partidos, o da social democracia (AD) e o social-cristão (Copei), a burguesia que faz compras e passa os fins de semana em Miami perdeu a hegemonia política.

Nunca se conformou e já tentou tirar Chávez por um golpe de estado em abril de 2002 e outras tentativas de desestabilização. Como não conseguiu o intento decidiu mudar de estratégia apostando em Henrique Capriles Radonski.

Mario Augusto Jakobskind, Direto da Redação

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...